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As imagens - Ver e saber.

Nuvens, montanhas, casas, plantas, muros. É um dia claro, algures no norte de Portugal, em Outubro de 2016. Mas sabemos que, nesse dia de domingo, se vindimava um pouco por toda a parte. Não nesta nova vinha, mas numa outra bem perto dela.


Entretanto, o Douro corria lento e dizia adeus ao Peso da Régua e às suas pontes. Pontes que passamos à espera de encontrar do lado de lá o que não temos do lado de cá. Vemos a geometria dos triângulos, arcos e os pilares, mas sabemos que todo o peso acaba por se infiltrar no solo.



A maravilha da evolução sintetizada na roda. Um rodado singelo, suficiente para passar à frente do tempo e cavalgar o espaço. Por detrás, a roda do eventual plano inclinado do futuro de borracha.





https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWL_bBefpwQLLbit_qG7gCgMTAGoW8XIFg5xriBxPknQvZiaRklbU8UgZWjiOcasypwbvybU8_Z3zu7ifRAQxuZtqiyhkZQaN-QPdwF6KzY1r6I3DgQFZO3cQA_eQMPF0CNrTgYb-bmec/s1600/DSC06501.JPGO rio Douro obsevado das Meadas. A dureza da paisagem Vemos os rasgos humanos na terra indefesa e sabemos que lá ao longe alguém chora ou alguém ri. Uns por ver os outros e outros sem ser por nada.



Cá em cima o vento traz e leva. Com a sua força vem a energia e, com os seus invisíveis braços, vai calada a desgraça.
Aqui está mais um pedregulho granítico, agarrado ao seu irmão. pregado na encosta escarpada de um sobreiral. Abrigo de brincadeiras e pastores acabou por ficar conhecido como fraga da raposa.



Do interior destas paredes sobem ao céu inúmeras preces a um deus imaginário nem sempre atento. Por desleixo ou ingratidão ignora as queixas e adia os pedidos. Mas perdoa sempre.
O Ferro, o Pinhão e a ponte. A geometria aliada ao engenho e à arte. Um rio a separar e uma ponte a unir a Beira a Trás-os.Montes.
A incansável e diligente abelha, alheia às alegrias e agruras, vai cumprindo a sua missão. Os projetos de cerejas vão sendo desenhados, um a um, levando uma magra e singela recompensa para passar o inverno e recomeçar, de novo, no ano que vem.




E as cerejas vingaram. Não as vimos nascer nem crescer mas, resistindo a todas as vicissitudes, mantiverem-se presas à sua árvore, oferecendo-se a quem as quiser saborear. Vemos cerejas e sabemos, que por detrás delas esteve gente que plantou a árvore, a enxertou, a cuidou e, certamente, continuará até poder.


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