Praticamente em quase tudo há sempre algo de singular e algo de regular. Singularidades e regularidades são, aliás, uma das traves mestras da sociologia. Há pessoas regulares e especiais. Há coisas vulgares e excecionais. Há lugares banais e originais e por aí fora. Mas por que é que as coisas são assim? Porque as vemos, ouvimos e sentimos como tal. Afinal, representamos ou temos na nossa mente aquilo que percebemos ou aquilo que sabemos? As duas ou nenhuma delas... quem sabe!
A Srª. Ajuda, o Sr. Moedas e o Sr. Regime estão sentados à mesa do café. A Srª. Ajuda anda num rodopio porque é constantemente solicitada para fazer o que melhor sabe, tapar as falhas da singularidade. É preciso acorrer a uma necessidade especial aí vai a ela. É preciso levar o paralítico às compras, o velho à missa, o cego ao cinema, o doente à consulta, o gazeado ao hospital de campanha, a sopa ao sem abrigo... E a lista não pára! Às vezes parece-lhe que ja anda a exagerar nas ajudas e que os seus clientes fazem um pouco de ronhisse, mas enfim, vai-se desculpando... Já basta a falta de regularidade deles, pobres coitados...
A Srª. Ajuda queixa-se ao Sr. Regime, que refasteladamente sentado na poltrona singular da mesa, vai dizendo que as coisas estão difíceis. O colega Moedas não aparece na maioria das vezes e é muito arredio. Faz-se pagar bem. Mas o Sr. Regime tem uma solução para tudo, porque mete o nariz em tudo. Desde o nascimento à morte, segue os seus utentes e meticulosamente, intima-os, vigia-os e admoesta-os. Deste modo, o Sr. Moedas acaba por estar mais ou menos conivente com o Sr. Regime.
Basicamente os três entendem-se, mas o Zé que espreita da rua e acena para a Srª. Ajuda, regularmente desespera para satisfazer a sua singularidade. O Sr. Moedas aponta para os bolsos vazios e em tom triste, expressa a sua consternação de, neste momento singular, nada lhe pode valer e aponta para a Srª. Ajuda. Esta, regularmente lá chega à porta em momentos e circunstâncias singulares...
A Srª. Ajuda queixa-se ao Sr. Regime, que refasteladamente sentado na poltrona singular da mesa, vai dizendo que as coisas estão difíceis. O colega Moedas não aparece na maioria das vezes e é muito arredio. Faz-se pagar bem. Mas o Sr. Regime tem uma solução para tudo, porque mete o nariz em tudo. Desde o nascimento à morte, segue os seus utentes e meticulosamente, intima-os, vigia-os e admoesta-os. Deste modo, o Sr. Moedas acaba por estar mais ou menos conivente com o Sr. Regime.
Basicamente os três entendem-se, mas o Zé que espreita da rua e acena para a Srª. Ajuda, regularmente desespera para satisfazer a sua singularidade. O Sr. Moedas aponta para os bolsos vazios e em tom triste, expressa a sua consternação de, neste momento singular, nada lhe pode valer e aponta para a Srª. Ajuda. Esta, regularmente lá chega à porta em momentos e circunstâncias singulares...Singularidades ou Regularidades à parte, haja paciência!

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