A
convivência entre seres vivos faz-se de colaboração e competição,
Acima de tudo, eles são variados, adaptáveis, organizados, comem e
reproduzem-se e depois de nascidos, vivem e morrem. Alguns pensam, criam
e resolvem problemas, sentem compaixão e ódio, confiança e
desconfiança.
Tomemos um exemplo. Pessoas de uma família estão na sala de um apartamento a ver televisão. Na cozinha ao lado, um cão e uma criança de berço. Tudo parece normal. Porém, o cão, por instinto ou sensação de ameaça, ataca o bebé com quem brincava, provocando-lhe ferimentos graves; acaba por morrer, depois de socorrido pelos familiares e levado para a urgência do hospital.
Abrem-se procedimentos jurídicos para punir o ou os responsáveis... Os familiares? Os responsáveis pelo cão? O próprio cão, uma vez que não sendo pessoa, terá pensamento e alma? A própria vítima?
O resultados: O cão estará algures, sem remorsos, com um nova identidade. A criança possivelmente no céu, se estava batizada e os familiares, dados como não responsáveis pelo sucedido, continuam as suas vidas. Ou seja, o elo mais fraco partiu(-se).
Um meu avô, nos anos 50 ou 60, do século passado, tinha cães que o acompanhavam na caça e guardavam a sua casa de lavrador duriense. Adorava os cães, mas se algum se atrevesse a morder em alguém, nomeadamente pedintes que andavam de terra em terra, tinha uma reprimenda severa. Se repetisse, não morderia mais ninguém. Ele se encarregava de o abater a tiro de caçadeira. Outros tempos, outra hierarquia de valores, outra forma de fazer justiça. Retrógrada e criticável, à luz dos tempos atuais? Creio que sim.

A criança de que falamos mereceria viver? Claro que sim. Os seus cuidadores judicialmente absolvidos, um pouco de peso na consciência e remorso não lhes ficará mal. O cão muda de donos e de identidade.
Batizaram-no com o nome de um grande homem. Merecerá viver? Há quem diga sim e não. Mas nunca com esse nome...
Tomemos um exemplo. Pessoas de uma família estão na sala de um apartamento a ver televisão. Na cozinha ao lado, um cão e uma criança de berço. Tudo parece normal. Porém, o cão, por instinto ou sensação de ameaça, ataca o bebé com quem brincava, provocando-lhe ferimentos graves; acaba por morrer, depois de socorrido pelos familiares e levado para a urgência do hospital.
Abrem-se procedimentos jurídicos para punir o ou os responsáveis... Os familiares? Os responsáveis pelo cão? O próprio cão, uma vez que não sendo pessoa, terá pensamento e alma? A própria vítima?
O resultados: O cão estará algures, sem remorsos, com um nova identidade. A criança possivelmente no céu, se estava batizada e os familiares, dados como não responsáveis pelo sucedido, continuam as suas vidas. Ou seja, o elo mais fraco partiu(-se).
Um meu avô, nos anos 50 ou 60, do século passado, tinha cães que o acompanhavam na caça e guardavam a sua casa de lavrador duriense. Adorava os cães, mas se algum se atrevesse a morder em alguém, nomeadamente pedintes que andavam de terra em terra, tinha uma reprimenda severa. Se repetisse, não morderia mais ninguém. Ele se encarregava de o abater a tiro de caçadeira. Outros tempos, outra hierarquia de valores, outra forma de fazer justiça. Retrógrada e criticável, à luz dos tempos atuais? Creio que sim.
A criança de que falamos mereceria viver? Claro que sim. Os seus cuidadores judicialmente absolvidos, um pouco de peso na consciência e remorso não lhes ficará mal. O cão muda de donos e de identidade.
Batizaram-no com o nome de um grande homem. Merecerá viver? Há quem diga sim e não. Mas nunca com esse nome...
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