Imagine o professor com a cabeça a transbordar de matérias e métodos, procurando explicar a uma turma de alunos, onde está o jovem Einstein, como é que a geometria euclidiana funciona e onde as linhas paralelas jamais se cruzam. A mente de Einstein não estaria lá. Corria pelo espaço multidimensional e via imensas linhas paralelas num espaço hiperbólico e nenhuma num espaço esférico. Dadas as limitações do tempo e conhecimento da matéria, é melhor não nos metermos por aqui... deixemos isso para os matemáticos e físicos.
Recuando no tempo, passamos por Beethoven sentado ao seu velho piano, a braços com sua surdez e a sua música inigualável. A sua experiência e amor à vida transborda da sua música. E Darwin, a coligir os escritos e imagens de cinco anos de viagens, para nos mostrar como os seres vivos fazem pela vida e como todos nós estamos sujeitos à implacável seleção natural. Depois, Newton procurando nas coisas que se movem as leis que as regem, desde a simples maçã que é atraída pelo chão ao corpo celeste mais longínquo que conseguia divisar com o telescópio que construiu.
Há e houve muita gente anónima que, tal como estes, experimentou e persistiu para que a humanidade chegasse até aqui. Nós temos o futuro nas nossas mãos. Façamos uso da nossa experiência e nunca desistamos.
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