Para quem não sabe, o Sr. Superficial mora logo no andar de baixo da Sra. Basilar, no nº. 2 da rua José Rodrigues na freguesia de Santos o Velho. Não vale a pena ir visitar o senhor nem a senhora porque, se não me engano, eles já não vão para novos e não gostam de incómodos.
Por que é que falamos hoje do Superficial e da Basilar? Em grande parte porque pensamos conhecer muito bem o primeiro e mal a segunda. Superficial olha para o mar e não para a água e os peixes que la moram. Fica encantado com a sua árvore e deixa que a Basilar se dedica ao cuidado das florestas. Basilar emprega o seu tempo a estudar o passado e a antever o futuro, enquanto o Superficial está demasiadamente ocupado com o seu dia a dia. Ela encanta-se com a música, enquanto o Superficial tenta juntar as notas...
Superficial e Basilar encontram-se por vezes nos escadas do prédio. Trocam palavras de circunstância. Hoje, Superficial comentou: "Sabe a última deste governo?...Parece que sempre vão dar as 35 horas..." e Basilar atira determinada: "Aí é? Parece-me bem, mas os patrões vão nisso? O capital precisa do trabalho e de lucro, senão vamos todos pelo cano ou vamos ter que pedir aos alemães..." e continua a sua tirada económico-política. Ele, farto, atalha para o tempo e Basilar fala-lhe no efeito de estufa. Superficial tenta acompanhar, mas passa-lhe imensa coisa ao lado. Despede-se como habitualmente com consideração e estima pela Sra. Basilar.
Basilar já de saída do prédio, ainda ouviu as suas despedidas e pareceu-lhe que Superficial terá dito qualquer coisa como... "...recebi um prémio...".

Por que é que falamos hoje do Superficial e da Basilar? Em grande parte porque pensamos conhecer muito bem o primeiro e mal a segunda. Superficial olha para o mar e não para a água e os peixes que la moram. Fica encantado com a sua árvore e deixa que a Basilar se dedica ao cuidado das florestas. Basilar emprega o seu tempo a estudar o passado e a antever o futuro, enquanto o Superficial está demasiadamente ocupado com o seu dia a dia. Ela encanta-se com a música, enquanto o Superficial tenta juntar as notas...
Superficial e Basilar encontram-se por vezes nos escadas do prédio. Trocam palavras de circunstância. Hoje, Superficial comentou: "Sabe a última deste governo?...Parece que sempre vão dar as 35 horas..." e Basilar atira determinada: "Aí é? Parece-me bem, mas os patrões vão nisso? O capital precisa do trabalho e de lucro, senão vamos todos pelo cano ou vamos ter que pedir aos alemães..." e continua a sua tirada económico-política. Ele, farto, atalha para o tempo e Basilar fala-lhe no efeito de estufa. Superficial tenta acompanhar, mas passa-lhe imensa coisa ao lado. Despede-se como habitualmente com consideração e estima pela Sra. Basilar.
Basilar já de saída do prédio, ainda ouviu as suas despedidas e pareceu-lhe que Superficial terá dito qualquer coisa como... "...recebi um prémio...".
Comentários
Será que não gostas dele ou mudou-se de cidade?
Pensa bem nisso...
Abraço!