Um professor amigo circulava pela sala de aula, tentando manter a atenção dos alunos sobre o tema das mudanças de estado físico da matéria, das ciências da natureza, abordado no ciclo. Quer se queira ou não, com alguma energia e mudanças de pressão atmosférica, a matéria pode passar do estado sólido, ao líquido e deste ao gasoso e vice-versa. Aquecendo o gelo, passa a água e esta por sua vez a vapor de agua. Claro que há exceções, como passar de sólido a gasoso. Nestas coisas da ciência há sempre algo que escapa às regras gerais, ou que enganam os nossos limitados sentidos.
Mas voltemos ao jovem professor de ciências. Armado em arauto da verdade, tentava desmistificar com as suas experiências, algumas crendices e magia populares, que crianças e adultos tanto admiram. Como muitos, o nosso mestre, não gostava de se levantar cedo. As rotinas matinais eram aceleradas, de que resultavam algumas imperfeições no traje. Uma manhã, a estrela foi uma meia solta. Além das que levava calçadas, uma outra do dia anterior permaneceu escondida nas calças e com passeio matinal na aula, escorregou puxada pela gravidade para o solo. O professor continuou a sua lição agora um pouco intranquilo, com o pé em cima da meia para que ninguém da sala desse conta de tão inesperado acontecimento. A lengalenga das mudanças de estado continuou com ligeiro nervosismo, à medida que o nosso professor se abaixava para, com artes mágicas, apanhar a famigerada meia e a meter no bolso das calças. Nenhum aluno deu por nada...
A vida tem destas coisas. Por mais que nos esforcemos, as mudanças de estado não resistem à pressão, à energia e ao tempo que passa. De tão naturais, os truques do ilusionista, sendo inverosímeis parecem realidade. Somos repetidamente enganados pela nossa atenção ao detalhe, pela nossa incapacidade de ver as ações escondidas por trás do ruído das palavras.
A meia teria, também, a sua história para contar, mas permaneceu quieta no bolso do amigo deixando-se levar à máquina de lavar para, depois de seca, voltar a escola, agora no seu lugar.
Mas voltemos ao jovem professor de ciências. Armado em arauto da verdade, tentava desmistificar com as suas experiências, algumas crendices e magia populares, que crianças e adultos tanto admiram. Como muitos, o nosso mestre, não gostava de se levantar cedo. As rotinas matinais eram aceleradas, de que resultavam algumas imperfeições no traje. Uma manhã, a estrela foi uma meia solta. Além das que levava calçadas, uma outra do dia anterior permaneceu escondida nas calças e com passeio matinal na aula, escorregou puxada pela gravidade para o solo. O professor continuou a sua lição agora um pouco intranquilo, com o pé em cima da meia para que ninguém da sala desse conta de tão inesperado acontecimento. A lengalenga das mudanças de estado continuou com ligeiro nervosismo, à medida que o nosso professor se abaixava para, com artes mágicas, apanhar a famigerada meia e a meter no bolso das calças. Nenhum aluno deu por nada...
A vida tem destas coisas. Por mais que nos esforcemos, as mudanças de estado não resistem à pressão, à energia e ao tempo que passa. De tão naturais, os truques do ilusionista, sendo inverosímeis parecem realidade. Somos repetidamente enganados pela nossa atenção ao detalhe, pela nossa incapacidade de ver as ações escondidas por trás do ruído das palavras.
A meia teria, também, a sua história para contar, mas permaneceu quieta no bolso do amigo deixando-se levar à máquina de lavar para, depois de seca, voltar a escola, agora no seu lugar.
Comentários
Gostava saber se a sua crítica era favorável ou arrasadora.
Especulemos já que não somos bruxos.
E se ela pudesse contrariar toda a comunidade cientista, dizendo por exemplo que o que se passa com o estado da matéria e sua alterações eram fruto da sugestão ou da imaginação de que um de nós ?!
Também gostava que ela tivesse ido até à sala de aluna com a sua cara-metade, isto é a outra meia.
Neste caso já não eram as meias do profe, mas sim as "uma" do profe.
Então meia mais meia não faz uma?
As meias ou melhor as "uma" são assim, umas malucas!
Eu? Por enquanto, ainda, estou bem. Penso!?