Deitou-se e adormeceu.
A respiração abranda, o corpo deixa-se ir, com os sonhos a invadirem a sua cabeça. Corre pelo campo, levanta os pés e aí vai ele a voar, a subir, a ver a sua casa num emaranhado deformado de ruas, telhados, copas de árvores e pássaros pretos, muitos, com voos acrobáticos, como se fossem andorinhas.
O tempo inevitavelmente parou.
Pararam as andorinhas e tudo o resto. Não só o tempo, também o espaço gelou. Nada se mexe, nada
sai do seu lugar. Um ténue zumbido constante é tudo o que resta.
O tempo reinicia a sua marcha.
Acorda, olha pela janela.
A manhã estava gelada, o sol pequeno e redondo emitia uma luz embaciada. Interroga-se sobre onde está. O que se terá passado? Que terreno rude, raso e salpicado de pedregulhos veem os seus olhos? Lá ao longe, uma roda iluminada. Ainda mais além, uma pequena luz redonda, azulada, pairando no espaço junto ao horizonte. Há algo de fascinante neste ponto de luz constante. Estendeu-lhe a mão, o espaço encurtou-se e ouviu sons familiares, ressoar de motores, depois vozes, choros e risos. Luzes constantes e intermitentes. Um indescritível cheiro a mar. A sua família, a sua casa. a sua terra estariam lá, perdidas entre muitas outras, esperando por si.
O ponto de luz azul dissipou-se no horizonte.
Os seus olhos fecham-se, a sua memória acende-se, retendo e evocando esses momentos únicos de acordar em Marte.
A respiração abranda, o corpo deixa-se ir, com os sonhos a invadirem a sua cabeça. Corre pelo campo, levanta os pés e aí vai ele a voar, a subir, a ver a sua casa num emaranhado deformado de ruas, telhados, copas de árvores e pássaros pretos, muitos, com voos acrobáticos, como se fossem andorinhas.
O tempo inevitavelmente parou.
Pararam as andorinhas e tudo o resto. Não só o tempo, também o espaço gelou. Nada se mexe, nada
sai do seu lugar. Um ténue zumbido constante é tudo o que resta.
O tempo reinicia a sua marcha.
Acorda, olha pela janela.
A manhã estava gelada, o sol pequeno e redondo emitia uma luz embaciada. Interroga-se sobre onde está. O que se terá passado? Que terreno rude, raso e salpicado de pedregulhos veem os seus olhos? Lá ao longe, uma roda iluminada. Ainda mais além, uma pequena luz redonda, azulada, pairando no espaço junto ao horizonte. Há algo de fascinante neste ponto de luz constante. Estendeu-lhe a mão, o espaço encurtou-se e ouviu sons familiares, ressoar de motores, depois vozes, choros e risos. Luzes constantes e intermitentes. Um indescritível cheiro a mar. A sua família, a sua casa. a sua terra estariam lá, perdidas entre muitas outras, esperando por si.
O ponto de luz azul dissipou-se no horizonte.
Os seus olhos fecham-se, a sua memória acende-se, retendo e evocando esses momentos únicos de acordar em Marte.
Comentários
Parabéns.
É de continuar sempre e, agora por favor, até NEPTUNO ou PLUTÃO. Tá?!
Não pode haver limites para o nosso bem estar espiritual.
Quinunes
Por gente em contacto com ideias, mesmo que as mais insanas, contribui para a nossa saúde mental, tão de rastos pela dita "crise" instalada.